sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Minha verdade

Minha verdade — a história que ninguém imagina

“Estou abrindo meu peito porque cansei de carregar tudo sozinha.
Há três anos a minha vida virou uma batalha diária.
Ansiedade, depressão e burnout não chegaram batendo na porta — eles entraram, me abraçaram forte e não soltaram mais.
E o mundo ao redor… fingiu que não viu.
Precisei de ajuda.
Ninguém pôde me ajudar.
Desci ao fundo, voltei, e continuo lutando. Mas a verdade é dura: por fora eu rio, por dentro estou em pedaços.
E, mesmo assim, ainda tem quem chame isso de frescura — como se fosse bonito acordar cansada, dormir à base de remédios e sentir a própria mente te puxando para baixo.

Estou há meses sentindo dores pelo corpo inteiro.
Fibromialgia não perdoa, não dá trégua, não espera.
Tem dias em que eu não tenho força pra levar minha filha na escola… e eu vou assim mesmo, com dor, com peso, com alma no limite.
Eu tento ajudar quem passa por isso também.
Mando mensagem.
Nem sempre sou respondida.
E eu entendo — porque eu sei o que essa dor faz com a gente.
Eu sei como ela cala.
Eu sei como ela trava.
Eu sei como ela isola.
Mas o que eu não aceito é ser rotulada.
Não julga quem você não conhece por dentro.
Não chama de frescura o que você nunca enfrentou.
Ninguém imagina o que é viver a dor do abandono emocional, a sensação de inutilidade, a frustração de não ter sequer o direito de ter um dia leve.
Ninguém imagina o que é depender de remédio pra dormir, acordar com dor, mover o corpo como se carregasse toneladas.
Eu não conto tudo isso pra que sintam pena.
Eu conto porque preciso mostrar que isso é real.
Que existe.
Que dói.
E que eu sigo aqui, vivendo o que posso, do jeito que dá, um dia por vez.

Eu estou cansada, mas não estou vencida.
Eu estava sozinha, mas agora eu falo.
Eu sofri calada, mas agora eu me nomeio.
Porque a dor não é frescura — falta de empatia sim.”

Simplesmente Eu 

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