Eu tô tentando.
Mesmo cansada, mesmo machucada, mesmo invisível…
Eu tô tentando.
Tô tentando ser mãe, ser mulher, ser forte…
Quando tudo que eu queria era alguém que me enxergasse por dentro.
Meus filhos, minha família, as pessoas ao meu redor…
Parecem esquecer que eu também sou gente.
Que eu sinto. Que eu erro. Que eu choro escondido.
E quando eu erro?
Quando eu fraquejo tentando acertar?
Vem o julgamento. Vem a crítica.
Mas ninguém olha e diz: “Ela tentou. Ela tava dando o melhor dela.”
Porque é isso que dói:
Quem nunca errou tentando acertar?
Quem nunca caiu tentando levantar alguém?
E nesse caminho difícil, eu carrego comigo a história dos meus pais.
Um pai que teve a vida marcada pela dureza, mas nunca perdeu a dignidade.
Uma mãe que não teve oportunidades, mas teve amor no coração.
Dois seres humanos julgados pelo que não puderam ser…
Mas que deram o que tinham. E isso deveria bastar.
Hoje, eu olho pra trás e vejo que errei com eles também.
Porque só agora, vivendo as minhas batalhas, é que eu entendi a deles.
E agora eu grito:
Ninguém é perfeito. Todos nós só precisamos de um pouco mais de compaixão.
Eu não quero pena.
Eu só quero respeito.
Eu quero que vejam que eu também existo.
Que eu também canso.
Que eu também preciso de colo.
Parem de me mirar como alvo.
Parem de atirar flechas em quem tá tentando segurar tudo com as mãos nuas.
Eu tô aqui.
Inteira, mesmo que quebrada.
Forte, mesmo querendo desabar.
Humana — tentando acertar, mesmo errando.
E se isso não for suficiente pra merecer apoio, então o mundo tá muito doente.
Porque só quem sente, entende.
Porque por trás de cada silêncio meu… tem uma dor gritando.
E eu só quero ser tratada como o que eu sou: humana.
Será que ninguém vê que eu também existo?
Eu não sou só a mãe, a filha, a mulher forte.
Eu sou uma pessoa.
Com dores, sonhos, exaustão.
Com um coração enorme — mas que também cansa de apanhar.
E se alguém me julgar por isso, tudo bem.
Porque quem nunca se sentiu assim, nunca amou de verdade.
Nunca viveu com o peito aberto.
Mas se você tem coração…
Se você sabe o que é sentir na pele o abandono e mesmo assim continuar…
Então me escuta.
Me enxergue.
Porque eu estou aqui. Ainda de pé. Ainda tentando.
E tudo que eu peço é um pouco de apoio. Um pouco de carinho.
Só isso.
Nada mais.
Simplesmente Eu
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