Filho...
Você diz que tudo que eu faço é errado.
Que eu sou mal-educada, que me acho dona da verdade.
Você diz que o que eu falo não tem valor, não é prioridade...
E isso me mata um pouco por dentro. Todo santo dia.
Você não imagina o peso que essas palavras carregam pra mim.
Não porque me ofendem. Mas porque me machucam vindo de você.
Você, que eu carreguei nos braços, protegi no silêncio, defendi com unhas e alma.
Você, que foi meu motivo quando eu não tinha forças nem pra continuar.
Eu não sou perfeita, filho. Mas tudo que eu fiz foi com amor.
Você cresceu com minha comida no prato, com meu sono sacrificado, com minhas orações sussurradas toda noite — mesmo quando ninguém via.
Você pode até me ver como um erro...
Mas um dia, quando eu me for — e eu sei que esse dia vai chegar —
Quero que você lembre dos meus risos,
das minhas palhaçadas bobas só pra te ver sorrir,
do meu jeitão às vezes desajeitado, mas sempre inteiro por você.
Quero que venha na sua memória os momentos bons.
Aquelas tardes simples, nossos olhares, minha voz te chamando...
E que você entenda, mesmo que tarde, que eu só queria ser amada do jeito que te amei.
Não desejo sua dor. Desejo sua reflexão.
Mas se um dia você sentir minha falta…
Que ela te ensine a valorizar quem ama antes que vire saudade.
Com todo o amor que ainda mora em mim,
Sua mãe.
Simplesmente Eu
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